sábado, 27 de outubro de 2012

Em fases distintas no campeonato, Coritiba e Grêmio tentam manter a invencibilidade, fazem bom jogo mas não saem do 0 a 0

     O Coritiba embalado por uma série de 4 jogos sem perder iria até o Rio Grande do Sul enfrentar o Grêmio, adversário que também vinha de série invicta (8 jogos) e lutando pela classificação para a Libertadores de 2013 e quem sabe até sonhar com o título da competição nacional, sinal de que o jogo prometia muito e qualquer resultado seria totalmente explicável.

     O Coxa entrava em campo com desfalques significativos já que o meia Lincoln e o centro-avante Deivid não jogariam, aproveitando as mudanças que teria que acontecer, o técnico Marquinhos Santos aproveitava e montava um time bastante defensivo, com três volantes, e que jogaria pelo empate já que atuava fora de casa. Por outro lado, o Grêmio contava praticamente com força máxima e ia com tudo em busca de uma vitória já que havia empatado as duas últimas partidas.

     Inicio de jogo e o Grêmio vai com tudo pra cima. O Coritiba já parecia saber que o jogo seria assim e entrava de forma defensiva, se os times ficassem como planejado o jogo todo, a partida iria parecer um treino de ataque contra defesa, e o Coritiba poderia correr o risco de levar um gol e precisar correr atrás de empate depois. E foi assim o primeiro, o tricolor gaúcho insistia em atacar o Coxa, que por sua vez se defendia de forma eficiente. Devido a postura dos times, a posse de bola para o time gaúcho era quase 2 vezes mais que o alviverde paranaense, já que o Coritiba jogando defensivamente dava campo para o rival trabalhar a bola. O Coxa tinha um ataque ineficiente com Marcel, que desde seu retorno não justifica seu salário de mais de 70 mil mensais, e nada causava na defesa gaúcha, enquanto o Tricolor gaúcho percebeu que penetrar na área estava difícil e começou a arriscar chutes de longa e média distância: o resultado foi um primeiro tempo de total domínio dos donos da casa e com um bombardeio contra a meta do goleiro Vanderlei, enquanto o Coritiba chegou com perigo no máximo duas vezes.

     O segundo tempo iniciou muito parecido, e a expectativa do torcedor gaúcho era que em uma tentativa o time da casa abriria o placar e faria o Coxa se abrir. O jogador Kleber do Grêmio era perseguido e marcado de perto, sofrendo diversas faltas no jogo todo. Percebendo que o domínio era eminentemente do time de Vanderlei Luxemburgo, o bom treinador Marquinhos Santos liberou o volante Gil para atacar, e assim o Coritiba recuperou um pouco a posse de bola. O segundo tempo foi bastante movimentado, e com o Coxa levando um pouco mais de preocupação para o adversário. Ambos times tiveram chances de abrir o placar na segunda etapa, mas ninguém teve eficiência; o atacante André Lima perdeu um gol imperdível, de frente para o gol e sem marcação, depois disso o Grêmio ainda manteve bons ataques mas não conseguiu ultrapassar a retranca alviverde. E o Coxa, que jogou um pouco de bola no segundo tempo, nos minutos finais acabou tendo uma chance de gol com Marcel, única finalização do atleta em 90 minutos, mas mais uma vez o jogador foi incompetente.

     Se o jogo era chave para o tricolor gaúcho aspirar a luta pelo campeonato, o empate não favorecia e deixava com que o São Paulo se aproximasse; para o Coritiba o empate já estava de bom tamanho, já que jogava fora de casa e mantinha a sequência de boas partidas. Os objetivos agora é que o Coritiba pontue afim de se classificar para a Sul-Americana e o Grêmio lute para classificar o time para a Libertadores, já que a tabela lhes permite isso e  ambos possuem bons elencos e bons treinadores.


Saudações!

Bruno Macedo!