quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Dentro do tão sonhado G4, o Furacão somente empata em casa contra o Guarani e tem que torcer para o São Caetano não vencer o Ipatinga

     Depois de uma espetacular vitória contra o Vitória, o Furacão receberia o Guarani na abertura de mais uma rodada da série B. Se o adversário viria com novo treinador e não está em uma boa colocação na tabela, o Atlético-PR entrava em campo sabendo que precisaria vencer para continuar no G4.

     Nos últimos dias a chuva tomou conta da cidade, o campo estava pesado e poderia prejudicar a equipe rubro-negra, já que é uma das mais técnicas do campeonato. O time entrava em campo com algumas alterações, e com o craque Paulo Baier iniciando a partida ao lado do também camisa 10 Elias: esperança de muita qualidade e criatividade no meio campo.

     Mesmo com chuva a torcida atleticana foi apoiar o time, já que cada ponto será fundamental na busca ao acesso. O time entrou motivado e buscando a vitória. O visitante já sabendo do poder de fogo do Furacão, montou uma retranca. Diante de tal situação, o panorama do primeiro tempo foi grande posse de bola para o Atlético-PR que tentava por dentro, pelas laterais, e massacrava o Bugre. Apesar de total domínio atleticano, o time por vezes parava na retranca do Guarani e quando passava o gol era impedido pelo bom goleiro Emerson. Mesmo na retranca, o visitante teve uma boa chance com o único atacante no time, Schwenck, que perdeu gol imperdível; tirando este lance isolado, o rubro-negro massacrou mas tinha dificuldades com o campo tão molhado. O bom meia Elias estava apagado no jogo, sendo assim o meio campo menos eficiente do time da casa.

     O segundo tempo iniciava da mesma maneira, o Furacão indo pra cima e tentando a vitória a todo custo. Mas se a retranca adversária não colaborava, se a chuva não cessava, se o campo encharcado não deixava a bola rolar tão facilmente, seria no lance individual que a partida poderia mudar de rumo. E foi assim mesmo, em jogada individual do artilheiro Marcelo, ele puxou do lado direito para a perna esquerda e na entrada da área acertou lindo chute, no ângulo, indefensável para o goleiro Emerson, e o Furacão fazia o merecido 1 a 0. Com o jogo perdendo, o time de Campinas começou a tentar esboçar algum ataque e em um deles o árbitro marcou uma falta próximo da área do Furacão. O lance de falta é bastante contestável, e vendo na televisão passa a impressão que não houve a falta. Como o Guarani não tem nada a ver com a marcação incorreta do árbitro, o bom goleiro Emerson cobrou bela falta, jogando a bola por cima da barreira e caindo no canto baixo do goleiro rubro-negro: 1 a 1. O Atlético-PR lutava para fazer o segundo gol, mas novamente esbarrava na forte marcação do adversário, e foi assim que o jogo ficou: empate e com dois belos gols.

     No final do jogo o que se escutava eram os atleticanos indicando que iriam secar o São Caetano a noite (que ficaria em 1 a 1 contra o Ipatinga), já que o Azulão em caso de vitória ultrapassaria o Furacão, e assim o time paranaense sairia do tão desejado G4. O presidente do Atlético ainda invadiria o campo após o jogo e "daria de dedo" no árbitro: não acho que a postura foi correta, mesmo não concordando com a marcação da falta que originou o empate para o Guarani, já que o Furacão teve total domínio da partida mas não conseguiu marcar os gols necessários. Enfim, para o retorno à elite do Brasileirão vale tudo, e é isso que o presidente está tentando.

     Que a situação diante do Guarani sirva de exemplo para os atletas, já que na próxima rodada mais uma vez o time irá jogar em casa e tem o dever da vitória. Quem quer subir não pode escolher adversário, não pode perder pontos em casa, e que a lição seja tomada enquanto está no grupo de acesso, pois na altura que o campeonato está, caso o Furacão saia do G4, o retorno antes do final fica bastante complicado e pode não acontecer, e o Brasil merece pelo menos dois grandes do estado na primeira divisão.


Saudações!

Bruno Macedo!


Em jogo emocionante e bem movimentado, Paraná Clube faz um a zero logo no início e com um a menos se defende até o fim e traz os três pontos

     Depois de um bom empate contra o até então líder do Brasileiro da série B, o Paraná Clube continua lutando por pontos no campeonato, sendo que desta vez iria até o nordeste enfrentar a equipe do Ceará, sendo que ambos estão no meio da tabela e não buscam maiores vôos no campeonato. Neste ano é comum para o Tricolor como visitante sempre ter problemas, e até agora só venceu uma única partida (contra o Barueri) ainda no primeiro turno.

     Diante do bom trabalho que vêm fazendo o técnico Toninho Cecílio, o Tricolor Paranaense entrou em campo com um time misto já que alguns jogadores, como o craque Lúcio Flávio, ficaram em Curitiba se recuperando, mas sem perder a qualidade e esquematização que ele vêm incorporando ao elenco. O Ceará por sua vez jogava com o melhor, e a expectativa era de uma boa partida.

     Se em diversos jogos o Paraná levou um gol logo no início, desta vez era o Tricolor que iria aproveitar o descuido inicial: logo aos 3 minutos de jogo, houve uma falta cobrada rapidamente onde a bola foi para o artilheiro Arthur fazer 1 a 0 para o time paranaense. Diante de tal situação, o Vozão tratou de logo ir pra cima do Paraná na tentativa de empatar o jogo ainda no primeiro tempo, a pressão e velocidade do time aliado ao grande público cearense fez com que a posse de bola fosse um pouco maior e atacasse com maior contundência, enquanto o Paraná Clube se mantinha dentro do orientado pelo treinador e se defendia com qualidade. E foi assim todo o primeiro tempo.

     Diante do panorama do primeiro tempo, a etapa complementar iniciou com duas mudanças: no Paraná o lateral esquerdo Wendell Borges (já havia recebido cartão amarelo) deu lugar ao Paulo Henrique, já que o setor era constantemente explorado pelo bom lateral Apodi. do Ceará; no Vozão o meia Leandro Chaves entrou no lugar do também meia Magno, onde a mudança era dar mais qualidade no meio campo afim de que o Ceará conseguisse acertar o último passe para o gol. Mudanças de dois treinadores que observaram muito bem a partida e queriam garantir o melhor resultado. Se na lateral esquerda do Paraná o problema estava resolvido, o meio campo do Ceará não seria consertado como o esperado: menos de dois minutos de segundo tempo, o meia Leandro Chaves e o volante Ricardo Conceição (do Tricolor) trocaram agressões e foram corretamente expulsos pelo árbitro. Com tal situação a tensão entrou em campo, em um lance isolado o bom meia-atacante Luisinho, do Paraná, sofreu falta que não foi marcada pela arbitragem; o meia levantou irritado e questionando a não marcação da falta, o que fez com que o árbitro Paulo Henrique de Godoy Bezerra, que havia acertado nas outras expulsões, prejudicasse o Paraná Clube com a expulsão do atleta. Além de ter errado na interpretação da falta, o arbitro expulsou diretamente o atleta de forma incorreta, sendo que o cartão amarelo estaria de bom tamanho já que julgou que a falta (que afirmo novamente, existiu) não havia ocorrido. e o amarelo era suficiente para a reclamação que não foi tão acintosa como outros lances contestáveis. Com um a menos, o Paraná corria  para todos os lados, cercava o Ceará e impedia que o time da casa finalizasse no gol. O resultado foi um segundo tempo dominado pelo time do Vozão mas sem grandes chances já que o visitante se defendia de forma brilhante. E foi isso: Paraná Clube 1 a 0 contra o Ceará!

     E o jogo foi definido nos minutos iniciais das duas etapas, sendo o Paraná fazendo o gol no primeiro tempo e as expulsões no segundo dando esperança ao clube da casa que se esbarrariam na boa defesa do Tricolor. A atuação da arbitragem é bastante contestável. O nome do jogo foi Toninho Cecílio, que com grande talento armou um time bem organizado, com um padrão (para o jogo) bem definido, e mesmo com uma expulsão incorreta segurou o resultado. Se o Tricolor está longe da zona de rebaixamento, ainda não está matematicamente sem riscos, então a luta continua para pontuar a cada rodada e iniciar o planejamento para o ano de 2013.


Saudações!

Bruno Macedo!