sábado, 27 de outubro de 2012

Em fases distintas no campeonato, Coritiba e Grêmio tentam manter a invencibilidade, fazem bom jogo mas não saem do 0 a 0

     O Coritiba embalado por uma série de 4 jogos sem perder iria até o Rio Grande do Sul enfrentar o Grêmio, adversário que também vinha de série invicta (8 jogos) e lutando pela classificação para a Libertadores de 2013 e quem sabe até sonhar com o título da competição nacional, sinal de que o jogo prometia muito e qualquer resultado seria totalmente explicável.

     O Coxa entrava em campo com desfalques significativos já que o meia Lincoln e o centro-avante Deivid não jogariam, aproveitando as mudanças que teria que acontecer, o técnico Marquinhos Santos aproveitava e montava um time bastante defensivo, com três volantes, e que jogaria pelo empate já que atuava fora de casa. Por outro lado, o Grêmio contava praticamente com força máxima e ia com tudo em busca de uma vitória já que havia empatado as duas últimas partidas.

     Inicio de jogo e o Grêmio vai com tudo pra cima. O Coritiba já parecia saber que o jogo seria assim e entrava de forma defensiva, se os times ficassem como planejado o jogo todo, a partida iria parecer um treino de ataque contra defesa, e o Coritiba poderia correr o risco de levar um gol e precisar correr atrás de empate depois. E foi assim o primeiro, o tricolor gaúcho insistia em atacar o Coxa, que por sua vez se defendia de forma eficiente. Devido a postura dos times, a posse de bola para o time gaúcho era quase 2 vezes mais que o alviverde paranaense, já que o Coritiba jogando defensivamente dava campo para o rival trabalhar a bola. O Coxa tinha um ataque ineficiente com Marcel, que desde seu retorno não justifica seu salário de mais de 70 mil mensais, e nada causava na defesa gaúcha, enquanto o Tricolor gaúcho percebeu que penetrar na área estava difícil e começou a arriscar chutes de longa e média distância: o resultado foi um primeiro tempo de total domínio dos donos da casa e com um bombardeio contra a meta do goleiro Vanderlei, enquanto o Coritiba chegou com perigo no máximo duas vezes.

     O segundo tempo iniciou muito parecido, e a expectativa do torcedor gaúcho era que em uma tentativa o time da casa abriria o placar e faria o Coxa se abrir. O jogador Kleber do Grêmio era perseguido e marcado de perto, sofrendo diversas faltas no jogo todo. Percebendo que o domínio era eminentemente do time de Vanderlei Luxemburgo, o bom treinador Marquinhos Santos liberou o volante Gil para atacar, e assim o Coritiba recuperou um pouco a posse de bola. O segundo tempo foi bastante movimentado, e com o Coxa levando um pouco mais de preocupação para o adversário. Ambos times tiveram chances de abrir o placar na segunda etapa, mas ninguém teve eficiência; o atacante André Lima perdeu um gol imperdível, de frente para o gol e sem marcação, depois disso o Grêmio ainda manteve bons ataques mas não conseguiu ultrapassar a retranca alviverde. E o Coxa, que jogou um pouco de bola no segundo tempo, nos minutos finais acabou tendo uma chance de gol com Marcel, única finalização do atleta em 90 minutos, mas mais uma vez o jogador foi incompetente.

     Se o jogo era chave para o tricolor gaúcho aspirar a luta pelo campeonato, o empate não favorecia e deixava com que o São Paulo se aproximasse; para o Coritiba o empate já estava de bom tamanho, já que jogava fora de casa e mantinha a sequência de boas partidas. Os objetivos agora é que o Coritiba pontue afim de se classificar para a Sul-Americana e o Grêmio lute para classificar o time para a Libertadores, já que a tabela lhes permite isso e  ambos possuem bons elencos e bons treinadores.


Saudações!

Bruno Macedo!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Em jogão de primeira divisão, Furacão joga mais, ganha com um a menos, "demite" treinador do Vitória e entra no G4

     Depois de três vitórias seguidas, o Furacão entrava em campo contra o time mais regular da série B buscando mais uma vitória, o que lhe permitiria continuar a luta pelo acesso. Se não bastasse a dificuldade de enfrentar o bom time do Vitória, o Atlético-PR jogava com a pressão de o São Caetano ter somente empatado com o Barueri e assim, em caso de uma vitória do rubro-negro paranaense, o ingresso no G4 estaria garantido.

     Diante tantas atrações e a necessidade de vitória de ambos times, o público no Barradão era de quase 30 mil torcedores, o que dificultaria ainda mais para o Furacão. O Atlético entrava em campo com o melhor, deixando apenas o maestro Paulo Baier em Curitiba se recuperando fisicamente; o Vitória também mandava a campo a melhor equipe na visão do treinador Paulo Cesar Carpegiane, lembrando que o Vitória não vinha de uma boa sequência de jogos e precisava se reabilitar no campeonato o quanto antes. Com toda esta pressão e situação, o início de jogo foi tenso e com diversos erros de passes e finalizações, o que deixou o jogo por alguns minutos ruim de se assistir. Mas os times foram se acertando e deixando o jogo interessante, sendo que o Vitória aproveitava a instabilidade do zagueiro Manoel e tentava explorar o setor, já o Atlético tentava manter a posse de bola e envolver o adversário, diante disso ambos times tiveram boas oportunidades, em  uma delas o bom meia Elias cobrou falta com grande qualidade, no lance a bola bateu fortemente na forquilha da meta baiana. E foi assim todo o primeiro tempo.

     Para o segundo tempo, a força do vestiário poderia mudar o jogo, já que o Atlético e seu treinador Ricardo Drubiscky sentiam que a vitória poderia acontecer. E foi assim, voltando ligado para a segunda etapa, que o Furacão em dois minutos abriu o placar: Henrique fez bom passe para o meia Elias, que driblou a marcação, e de pé direito (o que não é o melhor do jogador) bateu forte no canto baixo esquerdo do goleiro Deola, e ali começava a desenhar o triunfo do time paranaense. O Vitória sabia da necessidade de não perder o jogo, e assim Carpegiane começou a mexer na equipe. O bom lateral-esquerdo Pedro Botelho já havia recebido um cartão amarelo na primeira parte do jogo, e após o gol acabou sendo expulso quando o árbitro interpretou que ele havia simulado um penalty, dando o segundo amarelo e por consequência o vermelho. O Vitória aproveitou para ir pra cima, mas foi tudo em vão, pois o Furacão mesmo com um jogador a menos não abdicou de jogar, e em um contra-ataque muito bem organizado, a bola caiu nos pés do atacante Marcelo, que fez boa jogada e cruzou forte pra área para o matador Marcão desviasse e marcasse o segundo gol atleticano. O restante do jogo foi equilibrado, muitas vezes parecendo que o rubro-negro paranaense tinha a mesma quantidade de jogadores que o adversário; o Vitória por vezes pressionou mas nunca com tanto perigo, e o Atlético-PR aproveitava os contra-ataques com muita organização, valorizando a posse de bola e mantendo a vitória próxima. E foi isso: 2 a 0 pro Furacão que voltava ao G4!

     A vitória foi convincente, um jogo de dois times de primeira divisão, e que o Furacão mostrou-se superior durante toda a partida. Após o jogo, no domingo seguinte, o treinador Paulo Cesar Carpegiane se reuniu com a diretoria do Vitória e acertou a saída do clube: resultado do Furacão que passou na Bahia! O discurso de todo o elenco atleticano e comissão técnica mostra a expectativa que todos têm, assim como comprova através dos resultados que o clube rema consciente e fortemente para o acesso.


Saudações!

Bruno Macedo!


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Depois de fraca apresentação fora de casa, Paraná Clube enfrenta outro líder e desta vez somente empata com o Criciúma

     Depois de mais uma vez oscilar no campeonato, o Paraná Clube recebia outro líder, o Criciúma, para tentar nova vitória em casa e embalar para fechar o ano de maneira honrosa. O jogo foi realizado no estádio Couto Pereira, já que a Vila Capanema foi alugada para um grande evento de shows e não poderia ser utilizada, mas mesmo com um bom campo de jogo, o resultado foi de empate para o pequeno público presente.

     A torcida tricolor pode ver mais uma vez o time e sua sina: jogar bem somente contra os grandes e/ou líderes do campeonato. O primeiro tempo foi bem movimentado, com as duas equipes jogando um bom futebol e tentando chegar ao gol. O Paraná abriu o placar com menos de 20 minutos, onde após boa cobrança de falta de Lúcio Flávio, o zagueiro Anderson cabeceou e fez 1 a 0 pro time da casa. O jogo continuou forte e bom de assistir, mas foi aos 32 minutos que o meia Kléber pressionou o lateral Wendel Borges que não aguentou a marcação e errou o passe, dando um presente pro meia que tocou para o artilheiro da série B, Zé Carlos, empatar a partida. A primeira etapa foi assim, pressão dos dois lados e um jogo aberto, e o resultado de empate era justo.

     Começou o segundo tempo e o Tricolor voltou com tudo, pressionando e tentando vencer a partida. Já o Criciúma, por sua vez, também tentava a marcação do segundo gol para tentar administrar o resultado se maiores riscos. Com a partida equilibrada, o Paraná começou a fazer valer seu mando de campo e dominou parte do jogo, o que fez estar mais presente no campo do time catarinense. O bom treinador Paulo Comelli, percebeu que corria riscos, e formou uma linha de 4 zagueiros na tentativa de amenizar o ataque paranaense, mas mesmo parecendo uma postura defensiva, a equipe visitante não abdicou de atacar, o que fez com que a partida continuasse boa. As chances foram dos dois lados, e mesmo a segunda etapa sem balançar as redes, foi um belo jogo em que a igualdade no placar foi justa. Final de jogo: 1 a 1.

    Foi uma boa partida de futebol, onde o ponto conquistado ajuda o Paraná a manter-se distante da zona de rebaixamento (já que ainda não está matematicamente livre) e para o Criciúma valeu a continuidade na liderança do campeonato. Quem pode conferir a partida, viu mais uma vez o bom meia Lúcio Flávio comandar o meio campo do Tricolor. O destaque para o Criciúma fica para o artilheiro Zé Carlos que marcou de novo, e para o volante Fransergio (que já atuou no rival Atlético-PR) que mostrou um belo futebol, dando boa movimentação ao time catarinense, defendendo quando necessário e chegando por vezes ao ataque.

     O próximo jogo da equipe paranista será contra o Ceará, time grande e da metade superior da tabela, e a dúvida que fica é qual será o Paraná Clube que veremos? Um Paraná que envolve o adversário, tem posse de bola, finaliza a gol e faz belas partidas como contra o Vitória e Criciúma, ou um Paraná que tropeça nas próprias pernas e deixa o adversário fazer a festa? Que seja o primeiro!


Saudações!

Bruno Macedo!
Após bela vitória contra o ex-líder Vitória, mais uma vez o Paraná joga mal fora e sai derrotado

     Depois de um jogo emocionante em que o Paraná Clube deu um banho de bola no até então líder do campeonato Vitória, todos imaginavam que contra o América-RN o jogo seria bom e a possibilidade de vitória tricolor fosse maior ainda. Se os salários estão atrasados, o caráter dos atletas continuam em dia e a promessa era a conquista de três pontos.

     Os dois times estão na parte intermediária da tabela, não correm maiores riscos de cair mas também não possuem mais chances de subir à primeira divisão, e o reflexo disso foi um jogo fraco e morno, fazendo com que a ideia inicial de um bom jogo caísse por terra. O primeiro tempo era completamente morno, sem maiores chances de ataques de ambos times, com muitas jogadas no meio campo mas sem projeção de definição. Os donos da casa contavam com uma dupla de ataque artilheira, sendo que aos 22 minutos o atacante Isac recebeu a bola do meia Netinho (ex-Atlético-PR), fez o giro em cima da zaga e bateu pro gol, fazendo 1 a 0 pro América-RN. O primeiro tempo continuou morno, sem maiores chances para nenhum dos times e o setor de criação de jogadas tricolor sendo totalmente ineficiente.

     O segundo tempo era a esperança de uma partida um pouco melhor, já que o primeiro tempo foi duro de se ver. Se o Paraná tentaria o empate, foi o América que voltou com vontade de jogo, indo pra cima e perdendo muitas oportunidades logo no início da etapa final: 4 finalizações perigosas em menos de 15 minutos. E com os dois times procurando o gol, o Paraná era menos eficiente, e em um erro coletivo da defesa do time paranaense, a bola sobrou pro outro artilheiro do time de Rio Grande do Norte: de cabeça Lúcio Curió fazia 2 a 0 pro time da casa e confirmava a sina paranista de jogar bem contra os líderes mas não conseguir o mesmo futebol e aplicação contra times do meio ou parte de baixo da tabela. Mas mesmo com este panorama, menos de 5 minutos depois o Paraná recebeu uma falta, que Wendel cobrou com muita qualidade (a bola ainda bateu na barreira) e fez o gol de honra do tricolor. O jogo voltou a ficar emocionante, mas ambos times paravam nas defesas adversárias e o resultado ficou como estava.

     Com o jogo todo tendo o meio de campo explorado, foi assim que o grande destaque da partida foi o camisa 10 do time da casa: Netinho. O jogador voltou a jogar bem, dando bons e belos passes, invertendo jogadas e comandando o meio campo do América-RN.

     O Paraná inexplicavelmente não consegue manter o embalo e ritmo, joga bem dentro de casa mas fora sempre encontra dificuldades. Outro ponto a ser destacado é que joga bem contra os grandes mas tem dificuldades contra os médios ou pequenos do campeonato. Sim, é assim e foi assim durante todo o ano, e por ter esta campanha tão instável é que hoje fica numa posição da tabela que não consegue nada a não ser se manter na segunda divisão por mais um ano. Já passou da hora deste time voltar a se mostrar grande!


Saudações!

Bruno Macedo!
Jogando mais uma vez em casa, o Coritiba conseguiu mais um triunfo e praticamente foge do risco de rebaixamento que assustou a equipe durante todo o brasileiro

     A noite de quarta-feira (17/10) era de festa! O Coritiba depois de muito esperar tinha o prazer de anunciar oficialmente (o anúncio foi realizado no intervalo da partida através de um telão, mas todos já sabiam da novidade) para seu torcedor o retorno de um dos grandes ídolos da história recente do clube: o veterano meia Alex. E nada melhor que o time dar as boas vindas ao craque com uma vitória dentro de campo, o que lhe daria uma melhor colocação no campeonato e possibilitaria lutar por uma vaga na Copa Sul-Americana.

     Se por toda a festa da torcida o jogo era de muita expectativa, a sorte deu as caras lá no Alto da Glória. Logo no início de jogo, o centro-avante Deivid recebeu uma bola e finalizou muito mal, porém, a bola rebateu no zagueiro Alemão e entrou: um gol contra aos 2 minutos de partida já colocava o sorriso no rosto da torcida alviverde. O Náutico que vinha buscando uma vitória mesmo fora de casa, não teve nem tempo de respirar: com o gol todo o esquema do técnico Gallo parecia ir por água, o que fez o time do Timbu errar alguns lances no ataque, mas não demorou a se estruturar e voltar a deixar o jogo equilibrado. O goleiro Vanderlei foi exigido por algumas vezes, e mais uma vez foi muito seguro, e em contrapartida o Coxa respondia sempre com perigo em alguns contra-ataques. E mesmo com o jogo equilibrado o Coritiba mais uma vez mostrou ser muito bem treinado pelo técnico Marquinhos Santos: pelo terceiro jogo seguido o volante Gil curte uma de lateral direito, vai ao fundo e cruza, e mais uma vez o artilheiro coxa-branca Deivid usa a cabeça e mete pras redes adversária. E foi assim o primeiro tempo, dois times equivalentes e lutando muito, com a sorte ajudando o Coxa no início e depois a competência de treinamentos fazendo valer o mando, final do primeiro tempo: 2 a 0 pro alviverde.

     O segundo tempo deveria ser tão bom quanto o primeiro, já que as duas equipes possuem qualidades técnicas semelhantes e o resultado inicial não refletia o que foi de fato o jogo, já que a sorte do Coritiba e azar do Náutico refletiam na abertura do placar tão rapidamente. O ataque do time do Timbu era fantástico: Kieza e Araújo, dois jogadores de grande técnica e que jogam em qualquer clube da série A ou B do campeonato brasileiro. Mas Alexandre Gallo sacou Araújo e mandou Kim a campo, a ideia era ter um pouco mais de movimentação no ataque, e tentar ao menos o empate. A mudança de fato fez com que houvesse maior mobilidade no no ataque do time visitante, porém o Coritiba estava em boa vantagem no placar, o que fez com que valorizasse a posse de bola e mantivesse o resultado. Com este panorama de segundo tempo, o jogo continuou bom, porém nada de mudar o placar até aos 43 minutos, quando o artilheiro do Náutico, Kieza, recebeu uma bola em que foi dominando com o peito, mostrando grande qualidade, se livrando da marcação de Cleiton, e fuzilando para o gol do time alviverde. Era 2 a 1, mas o tempo já estava se esgotando, e não haveria tempo pra mais nada, o placar estava selado.

     O jogo foi movimentado e bom de assistir, diferente da partida contra o Bahia, onde se a festa maior era pelo retorno de Alex, no final a comemoração era grande já que com a vitória o time paranaense chegava aos 41 pontos (o adversário Náutico permaneceu com 40) e praticamente garantia a permanência na primeira divisão do brasileiro. Agora o campeonato toma outro rumo para o Coritiba, faltando poucas partidas, cada jogo é importante conquistar pontos e garantir uma vaga na Copa Sul-America do ano que vem.


Saudações!

Bruno Macedo!

Lutando a cada jogo para fugir da zona da degola, Coritiba vence o bom time do Bahia e conquista pela primeira vez três vitórias consecutivas

     Depois de uma vitória suada contra o Palmeiras, o Coritiba entraria em campo mais uma vez para tentar se afastar ainda mais da zona de rebaixamento, já que após o confronto direto com o verdinho de São Paulo, o adversário de agora, o Bahia, ainda luta contra o rebaixamento e prometia dificultar a vida do Coxa. O Bahia, do técnico Jorginho, é um dos melhores times do segundo turno, o que credenciou a equipe baiana a não ser um dos quatro últimos e ainda quem sabe beliscar uma vaga na Copa Sul-Americana.

     Os dois times entraram em campo disposto a mais uma vitória, que para o Coxa seria a afirmação do trabalho do jovem Marquinhos Santos, e para o Bahia seria o retorno do bom futebol e continuidade de um bom segundo turno. Lembrando que após a chegada do técnico Jorginho (com passagens pelo rival Atlético-PR), a equipe do nordeste cresceu muito de produção, e isso fez com que o time passasse de um candidato claro ao rebaixamento para um time com chances reais de permanecer na elite do brasileirão e por alguns momentos até pensar em algo maior dentro do campeonato. Vale lembrar que o tricolor baiano jogava com grandes desfalques, incluindo o "miolo da defesa" que jogava com os dois reservas.

     O jogo foi aberto logo no início, o Coritiba como de praxe sempre que atua no Couto Pereira vai pra cima do adversário, e o Bahia que acreditava-se jogar defensivamente e tentar nos contra-ataques a marcação de gols, foi pra cima também deixando o jogo um tanto movimentado. Apesar de grande vontade de ambos, o Bahia chegou com mais perigo nos primeiros instantes, mas foi o Coxa que abriu o placar aos 10 minutos após cobrança de escanteio de Rafinha, onde o zagueiro Luccas Claro, que ganhou a titularidade após o jogo contra o Palmeiras, subiu muito mais que o adversário e em uma bela e forte cabeçada abriu o placar. Mas o Bahia não se apavorou, e 4 minutos mais tarde chegou ao empate: cobrança de falta, e o zagueiro Alisson deu uma casquinha na bola e matou a defesa do goleiro Vanderlei. Jogo empatado! A partida continuou equilibrada, porém após a marcação do gol, o Coritiba passou a ter um pouco mais posse de bola, em contrapartida continuava errando nas finalizações, em uma delas, o artilheiro Deivid de frente para o gol e livre de marcação bateu mal na bola e o goleiro do time baiano fez boa defesa.

     Para o segundo tempo, esperávamos um jogo melhor que a primeira etapa, com menos erros e um poder maior de ataque, mas não foi o que aconteceu. Ambos times entraram desatentos e deixaram a partida morta, sendo que o Bahia deixava campo para o time da casa jogar, mas este, por sua vez, demorou para perceber e "retornar" pro jogo. Quando despertou, o Coxa mais uma vez foi envolvendo o adversário e passou a controlar o jogo novamente, o Bahia parecia estar contente com o empate, e deixou de vez o adversário frequentar a sua área. O resultado do panorama doeste segundo tempo, foi o goleiro Marcelo Lomba se tornando o nome do jogo, fazendo pelo menos 3 grandes defesas que impediam do Coritiba a vencer. Mas como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura: de tanto insistir, o Coxa reverteu sua superioridade no gol da vitória. Em mais um jogo em que o bom volante Gil fez a passagem  pelas costas do lateral direito, recebeu a bola como elemento surpresa, e fez belo cruzamento, onde o centro-avante Deivid não perdoou e fez mais um gol com a camisa alviverde, sendo 5 gols e 5 jogos.

     Se o jogo como um todo não foi bom, se o Coritiba mais uma vez teve dificuldades, a superioridade foi do time da casa, que atacando mas sem grandes efeitos, fez com que o goleiro adversário se destacasse por segurar o ataque alviverde, onde o que mais valeu foi a vitória do time paranaense, que abriu mais pontos do adversário e foge forte do risco de rebaixamento, já que matematicamente ainda corre riscos.


Saudações!

Bruno Macedo!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Em mais uma tarde inspirada do maestro Paulo Baier, o Furacão volta a apresentar um bom futebol e faz 3 a 1 no Avaí

     Mas uma vez o Atlético-PR jogava no Janguito Malucelli no início da tarde e abria mais uma rodada da série B do campeonato brasileiro, enfrentando desta vez o "vizinho" Avaí, que ainda acreditava que pode obter o acesso à série A de 2013.  Para o Furacão, uma vitória representava entrar no G4 por algumas horas e torcer por um tropeço do São Caetano para que permanecesse de vez no tão cobiçado grupo, já para o Avaí a vitória significava manter na esperança e diminuir a diferença dos primeiros colocados e quem sabe ainda beliscar uma vaga no seleto grupo que disputará a primeira divisão de 2013.

     O Atlético entraria em campo com mudanças, já que o lateral esquerdo Pedro Botelho e o meia Elias não jogariam por estarem suspensos; no lugar de Pedro o selecionado pelo treinador rubro-negro é o antigo dono da posição Wellington Saci, já para o meio campo o escolhido era nada mais nada menos que o maestro do time: Paulo Baier. E mantendo a base que vêm atuando, o Furacão entrava em campo ciente que precisava vencer mais uma vez.

     Logo de início o Furacão tomou conta do jogo, ganhando a meia cancha, jogando com toques de bolas rápidos, e pressionando o adversário. Se todos esperavam um grande jogo, quem foi ao campo pode pelo menos ver um belo espetáculo: o melhor meio campo em atuação no estado (isso nos últimos dois anos) , o maestro Paulo Baier, mostrava que idade e qualidade técnica não interferem, e o velhinho jogava fácil no meio, ditava o ritmo de jogo e comandava grandes lances do time da casa. E foi em um lance de bola trabalhada desde a defesa, a bola chegou ao pé do camisa 10 atleticano, que num belo passe no meio da zaga adversária, colocou o centro-avante Marcão na cara do gol, ele por sua vez cruzou para o artilheiro Marcelo fazer 1 a 0. O Furacão das Américas não se contentou e continuou lutando para fazer mais gols: a superioridade em campo era refletida na pressão e em arremates à gol. Mesmo com total comando do jogo sendo do CAP, em uma bola escapada do Avaí, no que foi o único chute a gol da equipe catarinense no primeiro tempo, o Avaí fez um lindo gol e empatou o jogo. A defesa levou grande bronca do capitão e craque Paulo Baier, e assim voltou a jogar firme, dando tranquilidade novamente à equipe. E ainda no primeiro tempo, teve mais um belíssimo gol do Furacão: o bom volante João Paulo iniciou a jogada, e após boas trocas de passe, o maestro mais uma vez deu um passe, desta vez para quem iniciou a jogada, que do meio da rua, em um lindo chute, mandou a bola na gaveta, indefensável para o goleiro do Avaí. Um lindo gol: era João Paulo fazendo 2 a 1 pro Furacão. Ainda no primeiro tempo o treinador do time visitante fez uma substituição, porém, o atleta que entrou dividiu forte uma bola com Henrique, em um lance mais forte mas somente para cartão amarelo, porém, a arbitragem interpretou como agressão e expulsou o jogador do Avaí.

     Com um jogador a mais, vencendo a partida, com ajuda do bom público atleticano, o Furacão voltava para o segundo tempo afim de jogo e com a mesma disposição do primeiro tempo. O Avaí que não tinha mais o que perder, foi pra cima tentando o empate, mas sempre foi neutralizado pelo rubro-negro e em nenhum momento apresentou maiores perigos. Depois de bela partida, o maestro Paulo Baier foi substituído para a entrada do meia Liguera; lembando que o camisa 10 saiu mais uma vez de campo aplaudido. E foi com o uruguaio Liguera que o Atlético iniciou a jogada para o terceiro gol, sendo que o meia tocou para Marcelo, que fez boa jogada individual, cruzou para o sempre presente na área Marcão, que se atrapalhou por um instante com a bola, mas não perdoou e fez 3 a 1, determinando assim a vitória atleticana.

     Quem pode ver o jogo assistiu uma boa partida, bem movimentada, e com 4 gols muito bonitos. A defesa atleticana jogou em linha mais uma vez, o que tem que ser corrigido rapidamente pelo treinador Ricardo Drubiscky, já que jogando assim o Atlético levou 5 gols nas últimas três partidas. O destaque, além da vitória do time rubro-negro, foi a grande participação do craque Paulo Baier, que sem dúvida alguma é o melhor e mais técnico meio campo que atua no futebol paranaense. O Atlético-PR vem em grande fase, numa boa sequência, sendo um dos melhores times do segundo turno, e isto sem dúvida alguma o credencia a entrar no G4 até o final do ano e retornar à elite do futebol brasileiro.


Saudações!!!

Bruno Macedo!!!
Bela vitória contra o até então líder Vitória em meio de mais uma crise interna do Tricolor

     Nos últimos anos, mesmo antes de cair para segunda divisão do brasileiro, virou rotina na vida do Paraná Clube escândalos internos, salários atrasados, vendas de atletas pelas portas dos fundos, entre tantas outras situações em que empresários e dirigentes saíram com vários "tipos" de lucros e somente quem perdeu foram os atletas, treinadores, torcedores, e o pior, a própria entidade. Mais uma vez o clube aparece nas principais manchetes do Brasil, desta vez o motivo era os mais de dois meses de salários atrasados: boa parte dos atletas assinaram uma carta que reivindicava melhores condições de treinamento e o recebimento dos salários em atraso, o que é mais que justo!

     Em meio a crise, o Tricolor entrava em campo com uma missão complicada, pois, enfrentava o até então líder do campeonato brasileiro da série B, o Vitória. Se servia de conforto, o adversário não vinha numa boa sequência nas últimas partidas fora de casa, já que havia empatado 3 e perdido uma, mas ainda assim a batalha seria dura. O Paraná entrou em campo num esquema tático 3-5-2, tentando conter o ímpeto inicial do time baiano, que ainda que estivesse jogando fora de casa, iria pra cima do mandante. Os momentos iniciais foram de muitos erros de passes e sem muitas oportunidades para ambos times, porém, o Tricolor Paranaense foi se segurando em campo, e quando os craques Lucio Flávio e Luizinho acordaram, o jogo começou a fluir. Logo o Tricolor estava com maior posse de bola, atacando mais o adversário e isso foi refletindo o placar do jogo, onde o final do primeiro tempo marcava 2 a 0 para o time da Vila Capanema. O autor dos gols: Arthur.

     No segundo tempo o treinador do time baiano, Paulo Cesar Carpegiani, promoveu alterações de atletas e alterações táticas, e tentou correr atrás do resultado, porém, mais uma vez o Paraná soube controlar o jogo e manteve uma boa posse de bola, deixando assim o placar controlado durante o segundo tempo. O Vitória pressionou por alguns momentos, mas não chegou a ser melhor que o Paraná em nenhum momento, e por isso o placar se mostrava justo. Mas quando tudo parecia não mudar mais, o Tricolor fez seu terceiro gol aos 43 minutos do segundo tempo, e decretou de vez a vitória paranista. Ainda teve tempo para o Vitória diminuir o placar. Placar final: 3 a 1 para o Paraná Clube.

     Em meio de uma tremenda falta de respeito com os profissionais da bola, a resposta maior para a fraca diretoria paranista foi a deslumbrante vitória do time. Mais que ganhar, o time apresentou um belo futebol, teve grande propriedade em toda partida, e mostrou o quão profissionais são, apesar de a diretoria por sua vez mostrar amadorismo, mesmo estando no comando de um dos grandes clubes brasileiro.


Saudações!

Bruno Macedo!

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Furacão luta firme em busca do acesso e conquista mais três pontos

     Em luta incansável para entrar no G4 que garante o acesso para a primeira divisão de 2013, o Atlético-PR entrava em campo sabendo do empate em zero a zero entre Joinville e São Caetano, resultado que favorecia o Furacão, que com uma vitória em cima do ABC diminuiria para apenas 1 ponto a diferença para o São Caetano (atual 4º colocado). O Atlético entraria em campo com a obrigação de vencer.

     Sem maiores problemas para escalar a equipe, o treinador Ricardo Drubiscky não contava mais uma vez com o lateral direito Maranhão e aproveitava a situação para deslocar o meia Henrique para a lateral. Outro desfalque era o grande maestro Paulo Baier, fundamental na vitória contra o América-MG, ficava em Curitiba descansando e se recuperando fisicamente. O meia Henrique claramente não gosta de atuar na lateral, mas atendeu o pedido do técnico que queria maior qualidade no lado direito e não se opôs em ajudar a equipe por ali.

     E foi isso, o Furacão com a pressão do resultado do rival São Caetano, jogando fora de casa, com o melhor que poderia mandar a campo, contra uma equipe limitada mas não podendo perder por conta do risco de rebaixamento; se todos esperavam um show do Furacão, não foi o que vimos. O Atlético-PR iniciou a partida com muita seriedade, enquanto o ABC respeitava o Furacão. E foi assim que aos 26 minutos do primeiro tempo saiu o gol atleticano: o improvisado lateral direito, Henrique, tentou o cruzamento que parou na defesa do time de Natal, a bola voltou para ele, que dentro da área fez boa finta de corpo, viu o deslocamento do atacante Marcelo, e cruzou na medida para o artilheiro atleticano fazer 1 a 0. E o restante do primeiro tempo foi morno, já que o ABC sentiu o gol e já não ameaçava mais.

     No segundo tempo os times retornaram a campo com a esperança de apresentarem um bom futebol, mas não foi o que conseguiram: o ABC mais uma vez não conseguia reagir, o Atlético mantinha uma maior posse de bola, controlava o meio campo e por consequência o domínio do jogo, tinha mais força ofensiva, porém, não conseguia acertar o penúltimo passe para o gol. Foi assim todo o segundo tempo. E com uma eficiência maior que o adversário a partida ficou definida: 1 a 0 para o Atlético-PR!

     Se a partida não foi agradável de assistir pelo lances e qualidade técnica apresentada, valeu pela vitória do Furacão, que se aproxima cada vez mais do G4, fica a apenas um ponto de diferença do 4º colocado. A eficiência, raça e determinação foi fundamental na vitória passada (5x4 contra o América-MG) e no resultado atual, o que credencia a cada momento o Furacão ao acesso e mantém viva a esperança de sua apaixonada e grandiosa torcida rubro-negra.


Saudações!

Bruno Macedo!
Coritiba vence e afunda ainda mais o Palmeiras na zona de rebaixamento

     Um jogo chave para os dois times, o Coritiba fora da zona de rebaixamento mas próximo e precisando se afastar, o Palmeiras desde a conquista da Copa do Brasil vêm em decadência total, e o resultado poderia definir o rumo das duas equipes no campeonato; o resultado desta mistura poderia fornecer um grande e belo jogo ou uma partida fraca tecnicamente e ruim de assistir.

     O Coritiba entrava em campo adversário e com um grande problema na defesa, já que entrava com uma defesa nova com Luccas Claro, da base, e Cleiton que apesar de ser bom zagueiro não jogava há tempos. Isso poderia ser anúncio de problemas para o Coxa, porém, muito pelo contrário, a defesa foi fantástica, teve bela atuação e não comprometeu durante toda a partida.

     O jogo foi como se esperava, uma partida dura, com muita força, vitalidade, rivalidade e com os dois times temendo perder em qualquer momento. Como já era esperado, o Palmeiras foi com tudo pra cima do Coritiba nos minutos iniciais, mas em nenhum momento apresentou grande ameaça; no decorrer do primeiro tempo, o Palmeiras que contava com grande apoio da torcida, foi perdendo o ímpeto e o Coxa equilibrou as ações do jogo. O resultado deste primeiro tempo foi um zero a zero feio de se ver, com um time empurrado pela sua torcida mas errando muitos passas, com o craque Marcos Assunção mostrando o profissional que é, já que jogava no limite e claramente no esforço e sacrifício, e um ataque inoperante, enquanto o Coritiba anulava todas as tentativas do Porco e tentava nos contra-ataques a marcação de um gol.

     No segundo tempo o mínimo que cada um queria era marcar um gol, pois, com um jogo feio como estava, a probabilidade (no futebol é extremamente complicado trabalhar com este tema) de o autor do gol sair vitorioso era grande. O Palmeiras parecia que tinha levado um choque do treinador Gilson Kleina e entrou para o segundo tempo mais ligado, diminuiu a quantidade de passes errados e logo no início pressionou o Coxa, dando trabalho ao bom goleiro Vanderlei. O Coritiba, mais uma vez foi forte e segurou o início forte do Palmeiras, logo as ações estavam mais uma vez equilibrada e as chances para ambos times eram as mesmas: qualquer lance poderia decidir o jogo. E foi num lance destes que teve torcedor palmeirense chorando, num belo cruzamento o artilheiro Deivid subiu alto e fez o gol do Coritiba, mas a arbitragem (que merece um parágrafo especial) equivocadamente anulou o gol indicando impedimento. Vale lembrar que o gol era legal! Mas o Coritiba foi valente e lutou até o fim, não desanimou com o gol mal anulado e aos 43 minutos do segundo tempo após jogada de Everton Ribeiro na área o zagueiro Mauricio Ramos deu um carrinho criminoso e a arbitragem foi obrigada a marcar a penalidade, que foi cobrada pelo próprio Deivid, no ângulo, indefensável, e que definiu a vitória do alviverde paranaense.

     Como disse anteriormente, a questão da arbitragem merecia um parágrafo a parte. Eis que minha indignação não pode se calar diante do que vi na partida: mais uma vez o Coritiba foi claramente prejudicado pela arbitragem, assim como na final da Copa do Brasil deste ano, quando perdeu o título tendo mais time que o rival Palmeiras, prova disto é a situação do Porco no campeonato brasileiro. O que aconteceu nas finais da Copa do Brasil, aconteceu novamente nesta partida: faltas invertidas, critérios diferenciados para os dois times, cartões mal dados e em outras situações deixado de ser aplicado, traduzindo, foi uma lambança geral do trio de arbitragem! Se não bastasse tudo isso durante a partida, o Coritiba fez um gol legal, de fácil análise para a arbitragem (árbitro central e bandeiras) e que foi anulado de forma absurda. Outro lance primário da arbitragem foi a não expulsão do atleta Mauricio Ramos, que deu um carrinho criminoso no lance da penalidade. Diante de tal atuação fica claro que ou a arbitragem do jogo é extremamente  fraca, incompetente e limitada tecnicamente (o que é inaceitável para uma série A e B do brasileiro, um dos campeonatos mais disputados do mundo), ou a arbitragem foi tendenciosa e entrou em campo com a finalidade de prejudicar o Coritiba e beneficiar o Palmeiras. Não podemos nos calar diante de tal situação! Que o Coritiba, juntamente com os grandes times da capital e a Federação mostrem união contra o que vêm acontecendo nos últimos anos na arbitragem contra os times daqui! A união faz a força, isso não pode continuar acontecendo!

     E no mais, o que fica é que o Coritiba mereceu a suada vitória. O Palmeiras que disputará "injustamente" a Copa do Brasil do ano que vê, terá que lutar muito para não cair de divisão; talvez seja cedo para falar isso, mas acredito que os rebaixados ficam definidos com esta vitória do Coritiba contra o Palmeiras e já que o Sport também saiu derrotado na rodada.


Saudações!

Bruno Macedo!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Fantástico: Vitória épica coloca o rubro-negro firme em busca do acesso

     Depois de uma derrota improvável para o candidato ao rebaixamento Bragantino, o Atlético receberia o América-MG em Curitiba buscando um reabilitação e tentando não se afastar do G4, já que a luta para o acesso está sendo incansável.

     O jogo aconteceu as 14 horas do último sábado, um horário diferente que foi estabelecido para atender  a televisão, e começou bastante movimentado. O Furacão não fugiu do jogo e pressionava o América-MG desde o início, mas a equipe visitante também não se conteve e a partida foi movimentada.

     Se o Atlético pressionava, após falha da defesa atleticana, foi o América quem abriu o placar. Mas pouco depois o atacante Marcelo sofreu penalty que foi convertido por Elias. Mas a defesa rubro-negra jogava em linha e proporcionava muitas chances ao adversário, e assim foi que o América-MG em uma penalidade fez 2 a 1, pouco depois o Furacão empatou e no final do primeiro tempo o Coelho fez 3 a 2. É isso mesmo, um primeiro tempo com 5 gols, mas que o rubro-negro saiu perdendo por 3 a 2.

     Atrás no placar e precisando do resultado, o técnico Ricardo Drubiscky promoveu uma alteração e colocou em campo quem a massa atleticana queria: o maestro Paulo Baier! E no primeiro toque na bola o maestro deixou o centro-avante Marcão na frente do gol e empatou a partida em 3 a 3. Depois em um lance individual do atacante Marcelo, o rubro-negro passou na frente e ganhava a partida por 4 a 3. Se não bastasse todas as emoções, aos 31 minutos do segundo tempo o América empatou novamente a partida em 4 a 4. Parecia que tudo encaminhava para o Atlético-PR não vencer a partida, depois de tantos gols, de virar a partida, sofreu o empate e ainda teve injustamente o volante João Paulo expulso.

     Era este o panorama do jogo até então! Mas brilhou a estrela do grande maestro Paulo Baier, ele que mudou a cara do jogo, ele que mesmo com seus 37 anos dá aula dentro de campo, num lance em que Elias tentou duas vezes, a bola sobrou pro craque rubro-negro e ele mostrou o porque é idolatrado pela grande torcida rubro-negra, fez o seu gol e decretou a vitória do Furacão.

     Se o jogo foi de emoção, se o jogo foi fantástico, se o Atlético teve dificuldades na defesa, se houve uma expulsão injusta (que prejudica para próxima partida), se foi um jogo de viradas, o que mais valeu a pena foi ver o belíssimo segundo tempo do rubro-negro, que mostrou raça, força, qualidade tática e técnica e que deixou claro que conta com o mais técnico meio campo do futebol paranaense: o grande maestro Paulo Baier.

     E a torcida pode cantar de peito aberto: "O Furacão voltou ôôôô!"


Saudações!

Bruno Macedo!
Jogo morno entre Ponte Preta e Coritiba, mas mesmo suada a vitória foi coxa-branca

     O Coritiba vinha pressionado desde a demissão de Marcelo Oliveira, e precisa embalar no campeonato para tentar fugir o quanto antes da zona de risco. O jogo contra a Ponte era chave, já que na rodada seguinte o coxa iria encarar o Palmeiras, em um confronto direto e que pode definir se o clube luta até o final do ano contra o rebaixamento ou se poderá tentar uma vaga na Copa Sul-Americana.

     Depois de toda preparação e o empate contra o São Paulo, o que se esperava era uma vitória contra a macaca já que a tabela mantém as duas equipes bem próximas. E o jogo foi daqueles que complica qualquer comentarista, sendo que muitos já analisaram diversas vezes e reviram muitas vezes os melhores momentos e não tem muito o que dizer, assim como eu mesmo fiz.

     O Coritiba iniciou a partida indo pra cima da Ponte, preenchendo os espaços e tendo uma boa posse de bola, porém, mais uma vez pecava na finalização. Não é muito dizer que por vezes o time coxa pecava no último passe para deixar o companheiro na frente do gol, portanto, mais uma vez tinha dificuldades na chegada do gol. Em contra-partida a Ponte Preta recuava e dava campo ao Coritiba, e apostava nos contra-ataques. Com este panorama o jogo foi difícil de assistir, mas ainda no primeiro tempo, após um bom cruzamento do lado direito do campo, o centro-avante Deivid estava lá mais uma vez para marcar o dele: 1 a 0 pro coxa!

     Começou o segundo tempo e foi tudo igual no primeiro tempo, os dois times com as mesmas posturas, o Coritiba pecando nas finalizações e a Ponte tentando empatar o jogo em algum erro do coxa. O goleiro Vanderlei sempre (e poucas vezes) que foi acionado foi bem, assim como o goleiro da macaca. Vale lembrar que o atacante Ruiz Diaz perdeu uma chance clara de gol quando tentou enfeitar um lance e se perdeu na marcação adversária.

     O que valeu foi o resultado! O Coritiba jogou mais que a Ponte, fez um magro 1 a zero, diferente dos outros jogos conseguiu segurar o resultado, e saiu vitorioso diante seu torcedor. Na próxima rodada o clube enfrenta o Palmeiras, num jogo direto, em que pode afundar ainda mais o alviverde paulista e entrar de vez na busca por uma vaga na Copa Sul-Americana do ano que vem.


Saudações!

Bruno Macedo!


Obs.: Somente hoje foi possível postar a crônica, já que nos últimos dias a postagem estava dando erro.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Instabilidade paranista: só mudam os adversários

     Depois de jogar uma grande partida contra o São Caetano, a equipe paranista entrava em campo na última sexta-feira (05/10) confiante, e assim a massa tricolor esperava manter uma boa sequência e vencer o mediano time do Boa Esporte. Porém, não foi o que aconteceu, já que mais uma vez o Paraná Clube enroscou no adversário e manteve o histórico do ano: instabilidade.

     Nos últimos jogos virou rotina o Paraná sair perdendo e levar gols logo no início da partida, e para que isso não acontecesse novamente, o treinador paranista cobrou muita atenção nos treinos e insistiu nos trabalhos da semana.
     Para qualquer equipe fica mais complicado reverter um placar quando sai perdendo e principalmente quando leva-se o gol tão rapidamente, e mesmo já sabendo de tudo isso, na prática o que aconteceu foi a rotina do time tricolor. E logo aos 4 minutos de partida o Paraná Clube já perdia a partida por 1 a zero com um gol iniciado no escanteio e concluído pelo zagueiro Toninho, que já jogou no Paraná; a reação veio rápido e com cinco minutos o tricolor do Paraná empatou a partida, mas em mais um vacilo da zaga, em outra cobrança de escanteio, o Boa Esporte fez 2 a 1 ainda no primeiro tempo.

     E depois de um primeiro tempo movimentado, o tricolor paranaense voltou para o segundo tempo com vontade de virar o jogo e conquistar um melhor resultado, porém, o placar estava selado e nada mais aconteceria. O placar final: 2 a 1 para o time da casa, vitória do Boa Esporte.

     O Paraná num contexto geral teve uma boa posse de bola, finalizou razoavelmente mas com pouca eficiência, e pecou mais uma vez na atenção já que levou um gol com poucos minutos de jogo e os dois gols sofridos foram de bolas paradas (dois escanteios). É como se os atletas entrassem em campo pensando em outras coisas, se preocupando com outras coisas que não fosse o jogo, e o resultado disso é ineficiência que gera derrotas atrás de derrotas.

     Este jogo foi mais uma vez reflexo do que a equipe vêm apresentando neste brasileiro da série b, sofrendo muitos gols ainda no início da partida, o que dificulta a virada ou obtenção de um melhor resultado. Outro fator que fica bem claro é a oscilação do time, já que diante do São Caetano que briga pelo acesso fez uma partida excepcional e contra uma equipe mediana e que também oscila bastante na tabela, que é o Boa Esporte, fez uma partida abaixo da média (em relação à anterior) e saiu derrotado.

     Depois de tantas oscilações, a pergunta que fica é: o que acontece com esta equipe que treina e treina, que erra e se conscientiza que precisa aprender com o erro, mas que no final nada muda? Problemas internos? Enfim, esta diretoria precisa estar mais presente e cobrar resultados, assim como devem identificar os problemas e evidenciar para a torcida que apoia tanto e merece o mínimo do respeito dos jogadores, comissão técnica, e diretoria.


Saudações!

Bruno Macedo!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Jogo morno e com resultado ruim para as duas equipes, Coritiba e São Paulo é marcado por erros de arbitragem que define os gols da partida

     Com apenas um ponto a frente da zona de rebaixamento para a série B, o Coritiba recebia no domingo o São Paulo que luta por uma vaga na libertadores de 2013. O que todos esperavam era um jogo difícil, e a vitória era importante para as pretensões das duas equipes.

     Com diversas lesões no elenco e informações desencontradas do departamento médico (departamento que  vêm sendo questionado pela imprensa), o técnico Marquinhos Santos está trabalhando com o elenco reduzido, mas mandou a campo o que tinha de melhor. O jogo iniciou com uma pressão inicial do Coritiba, mas se tornou morno com as duas equipes se estudando muito e tocando bastante a bola; as duas melhores chances do primeiro tempo foram do pé do jogador da seleção brasileira Lucas. Foi um primeiro tempo sem entusiasmar a torcida presente, com destaque aos volantes Willian e Gil do coxa e para os craques Jadson e Lucas do tricolor paulista.

     E no intervalo os dois grandes treinadores tentaram mudar a postura das equipes só no diálogo, porém, não adiantou e logo no início do segundo tempo começaram as substituições. O Coritiba, diferente de outros jogos, não abdicou de atacar o adversário e num erro de arbitragem foi presenteado com uma penalidade máxima que foi convertida pelo Everton Ribeiro. O penalty de fato foi mal marcado, já que o carrinho do zagueiro Rodolpho não tocou em Rafinha, que se jogou e conseguiu tirar vantagem do lance; vale lembrar que no primeiro tempo teve um lance para o São Paulo em que também houve uma simulação, porém o árbitro não marcou a penalidade e advertiu o jogador do tricolor paulista com cartão amarelo. A partida continuou da mesma forma, e em outro lance de erro da arbitragem, saiu um novo gol: o jogador Osvaldo do São Paulo foi lançado em impedimento não marcado pela arbitragem, e marcou o gol de empate. E foi isso que aconteceu em toda a partida, um jogo sem grandes emoções com um empate justo pelo apresentado.

     O que fica do jogo é que o Coritiba sente muita falta do centro-avante Deivid que vêm fazendo falta pela qualidade técnica e tática, que o técnico Marquinhos Santos aos poucos vêm implantando seu esquema de jogo, que jogadores, como Gil, que na comissão técnica passada era esquecido e não tinha suas oportunidades agora passaram a ter maiores chances. Espera-se muito de jogadores caros e que a torcida deposita muita confiança, mas que não vêm rendendo o que o clube merece, como por exemplo, o meia Lincoln, que inclusive foi substituído; e com este elenco que tem grandes limitações que o Coritiba irá brigar contra o rebaixamento.

     A maior decepção foi com a torcida coxa, que mais uma vez desapontou (como na invasão do gramado no rebaixamento há alguns anos atrás) e chegou ao cúmulo do ridículo criando uma situação de hostilização contra uma menina de apenas 13 anos e  fã de um jogador são paulino Lucas. A situação pode ser vista com vídeo e reportagem no site da Globo.com. Segue o link:  http://globoesporte.globo.com/futebol/times/coritiba/noticia/2012/10/coritiba-nao-deve-ser-denunciado-por-agressao-torcedora-do-sao-paulo.html .

     O trabalho está sendo feito, falta os jogadores realizarem em campo a confiança que esta diretoria e comissão técnica deposita. Existem elencos piores e mais limitados que do nosso Coritiba, porém futebol é dentro de campo e todo ponto conquistado será bem vindo nesta luta contra o rebaixamento, já que agora o time alvi-verde disputa de vez sua permanência na série A do campeonato brasileiro.


Saudações!

Bruno Macedo!


Em tarde de erros individuais, Atlético-PR é derrotado pelo Bragantino e perde grande chance de entrar mais uma vez no G4

     O Atlético-PR entrava em campo na tarde do último sábado (29/09) com a certeza de que uma simples vitória lhe colocaria mais uma vez no G4 da série B rumo ao acesso, já que no dia anterior o Paraná Clube havia dado uma força derrotando o São Caetano. Time por time, o Furacão tinha mais camisa, melhor elenco e ainda briga pelo retorno à série A enquanto o Bragantino luta desesperadamente contra o rebaixamento. A vitória era dada como certa.

     O rubro-negro entrava em campo com duas mudanças em relação ao time que vêm jogando, entraram Felipe e Fernandão nos lugares dos suspensos Henrique e Marcão, e uma grande dúvida ficava sobre o rendimento, já que na formação titular, com os suspensos, a equipe estava entrosada e fazendo bons jogos, principalmente na parte tática. E o Furacão iniciou muito bem a partida, jogando menos do que vinha apresentando mas sabendo que não era preciso muito para vencer a fraca equipe de Bragança Paulista. Se Felipe fazia uma boa partida em substituição ao Henrique, na frente o Fernandão era um peso morto em campo. A torcida atleticana está acostumada com o Marcão e sabe da condição técnica limitada do atleta, porém, está acostumado com um centro-avante brigador, que luta a todo momento, que é participativo, e que sendo assim, por vezes é consagrado com alguns gols.

     Contudo, foi neste embalo que o Furacão pressionou o Bragantino algumas vezes no primeiro tempo, sendo que a pontaria não colaborava para que o placar refletisse o volume de jogo atleticano; e no final do primeiro tempo tivemos o primeiro erro individual, ou melhor duplo, já que em um lance de ataque do time paulista, o centro-avante Tiago Chulapa cabeceou para o gol, a bola passou pelo goleiro Ewerton, mas antes de cruzar a linha do gol, o bom volante João Paulo cabeceou para fora, mas o bandeira equivocadamente assinalou que a bola entrou e o árbitro, acreditando no companheiro, confirmou o gol do Bragantino. Sim, um gol em que a bola não entrou foi confirmado; com a tecnologia e televisão podemos afirmar que de fato não aconteceu o gol, mas num lance rápido a arbitragem se equivocou e o placar estava aberto em 1 a 0 pro limitado time do Bragantino.

     Se não bastasse o futebol do Furacão não estar sendo o mesmo das últimas partidas, o técnico Ricardo Drubscky esteve numa péssima tarde, montou mal o banco, mexeu errado no time, demorou pra colocar o maestro Paulo Baier, e quando colocou ainda fez a substituição errada. Com todos os equívocos da comissão técnica, o Atlético ainda foi valente, e mesmo não jogando um grande futebol, na única jogada que Fernandão fez, ajudado com uma lambança da zaga do Bragantino, empatou o jogo e deu a esperança de uma virada e vitória atleticana. Mas não foi o que aconteceu, pois em uma falha grotesca do grande zagueiro Manoel, o Bragantino fez 2 a 1 e decretou uma derrota inesperada até pelo mais pessimista atleticano.

     O Furacão teve uma grande chance de entrar no G4, se enroscou em suas próprias pernas, jogando abaixo da média e com falhas individuais e da arbitragem. Agora terá mais 11 jogos para entrar no seleto grupo que vão à série A em 2013, sendo que dentre alguns jogos terão confrontos diretos.

    As chances de retornar à primeira divisão ainda este ano são bem claras, basta o rubro-negro não decepcionar sua fanática torcida, voltar a apresentar o bom futebol que lhe deu a oportunidade de lutar inclusive pelo título da competição, e não voltar a desperdiçar chances como contra o Goiás, e agora contra o Bragantino.


Saudações!

Bruno Macedo!
Paraná Clube joga de igual pra igual contra São Caetano, faz dois golaços, soma três pontos e dá uma grande força para o arqui-rival Atlético na luta para o acesso

    Na última sexta-feira (28/09) o Paraná Clube abriu a 27ª rodada da série B contra o São Caetano, uma briga distinta entre dois clubes que precisavam do resultado. Se na tabela o Paraná precisava dos três pontos para se manter na série B e diminuir riscos de rebaixamento, o São Caetano vinha à Curitiba lutar pelos três pontos que lhe manteriam no G4 lutando pelo acesso.

     Na tabela os clubes estavam distantes e isso poderia refletir no futebol apresentado dentro de campo, mas o que se viu foi uma briga de igual pra igual e um jogo um tanto interessante. No início o São Caetano começou melhor e mais mais uma vez o Paraná levou um gol no primeiro tempo, com mais uma falha da defesa, o que faria na visão da torcida tricolor transparecer que seria mais uma péssima atuação do clube da Vila Capanema. Mas não foi o que aconteceu: o técnico Toninho Cecílio armou o time muito bem, e mesmo levando o gol do São Caetano, conseguiu equilibrar o jogo e a partir deste equilíbrio começou a buscar um resultado melhor.
     Com os dois times jogando de forma equilibrada e com vontade de vencer, as oportunidades foram aparecendo, sendo que o Paraná foi chegando, e em uma belíssima cobrança de falta de Lúcio Flávio o time empatou a partida e mostrou que não se entregaria fácil. Se a equipe paulista não é brilhante na parte técnica, é um time extremamente exigido pelo técnico Emerson Leão, de grande raça e que briga muito pelo resultado, e foi assim que vimos o Paraná jogando também, sendo que em mais um belo lance, Alex Alves deu uma linda bicicleta e virou o jogo ainda no primeiro tempo.
     O segundo tempo foi pressão para os dois lados, com as duas equipes lutando muito, mas sem conseguir balançar mais as redes: melhor pro Paraná que conquistou mais três pontos.

     Aos poucos o técnico Toninho Cecílio começa a mostrar seu trabalho, já que agora conseguiu sua primeira vitória no comando técnico do tricolor, e mais que isso, nesta última partida o Paraná Clube voltou a jogar com alegria e determinação: foi recompensado com dois golaços, virou o jogo e decretou a vitória do tricolor da vila. Quem sabe o time da Vila Capanema tenha voltado aos trilhos, e agora com um pouco menos de pressão começa a se ajustar, podendo terminar o campeonato em uma melhor colocação e planejar novos objetivos para ano que vêm.

     A parte boa do jogo, além da vitória do Paraná, foi a constatação que o clube têm um grande treinador, e  que o zagueiro Anderson  (infelizmente levou o terceiro cartão amarelo e não joga a próxima partida) e o meia Lúcio Flávio foram boas contratações, assim como a subida de Luisinho da base, já que todos vêm trabalhando muito bem e ajudando a equipe paranista.
     Agora é esperar que a diretoria pare de amadorismo, e inicie já um projeto para que 2013 seja um melhor ano para a nação tricolor.


Saudações!

Bruno Macedo!